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Cultura Pop

POP FANTASMA apresenta “Jimmy Page no Brasil”, de Leandro Souto Maior

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POP FANTASMA apresenta "Jimmy Page no Brasil", de Leandro Souto Maior

O navegante português Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil quando comandava a segunda viagem dos portugueses à Índia, em 1500. Isso você consegue saber em qualquer livro de história. Agora, se o teu lance é entender como um dos maiores guitarristas da história do rock descobriu a terra do samba, em dezembro você vai conhecer tudo sobre o relacionamento duradouro de Jimmy Page (Led Zeppelin) com o país. É só dar uma olhadinha no livro Jimmy Page no Brasil, escrito pelo jornalista Leandro Souto Maior, que vai sair pela editora Garota FM e já está em processo de crowdfunding.

“O Jimmy Page descobriu o Brasil em 1979 ao lado da então mulher dele, quando o casal estava dando um giro pelo mundo. Eles vieram para cá do Caribe, o Jimmy estava numa fase detox, se livrando da heroína. E aproveitaram que o Jim Capaldi (Traffic) estava aqui no Rio”, adianta Leandro, lembrando que na época o guitarrista do Led assistiu a um show de Gal Costa e conheceu as lojas de sucos da Zona Sul carioca (“com frutas expostas, coisa que nem tem na Inglaterra”).

CASAMENTO

Essa foi a primeira vez de Page no país, mas a descoberta mesmo aconteceu em 1994, quando o parceiro Robert Plant, cantor do Led Zeppelin, incluiu o Rio como uma das quatro cidades que a dupla Page & Plant visitaria para divulgar o CD acústico No quarter, em turnê promocional.

“Foi o Plant que escolheu o Rio, porque em 1994 ele havia cantado no festival Hollywood Rock, e ele teve uma experiência inesquecível. Em entrevistas, ele até explicava que achava que o público brasileiro ia compreender os sabores percussivos”, conta. Por causa dessa vinda, Page acabou se casando e tenho filhos com Jimena Gómez-Paratcha, uma americana filha de argentinos, radicada no Brasil. Comprou um terreno em Lençóis, na Bahia, e passou a se envolver cada vez mais com ações de caridade no país.

JIMMY NO AXÉ

O desenrolar de como se deu esse relacionamento entre o Brasil e o músico de uma das bandas mais bem sucedidas do mundo está no livro, que começou por intermédio do contato de Leandro com Lula Zeppeliano, um dos maiores fãs de Led Zeppelin do Brasil.

“Ele deu uma espinha dorsal do livro, porque já esteve com Page muitas vezes”, conta Leandro, que acabou chegando a outros fãs, ilustres ou não, que conheceram o músico – dentre eles Herbert Vianna (Paralamas do Sucesso), Tony Bellotto (Titãs), Ed Motta (autor do prefácio) e Roberto Frejat. Descobriu também algumas conexões pouco conhecidas entre Jimmy e a MPB. “A Daniela Mercury sempre fala que é super fã do Led, conhece todos os discos. Até me disse que quando precisa de uma referência de rock para as suas músicas, vai pegar nos timbres e riffs do Page”, conta Leandro.

Outro personagem curioso do livro é Ivaldo Cavalcante, fotojornalista de Brasília que lançou um livro comemorativo de 25 anos de trabalho, cujo prefácio foi feito justamente por Page. “Ele cooperava com trabalhos sociais para a organização criada pela Jimena. Ele me deu um depoimento dizendo que era só mais um dos milhares de jovens que sonhavam com a guitarra do Jimmy e ficavam mais perto da caixa de som para sentir os tímpanos tremerem”, brinca Leandro, também guitarrista das bandas Fuzzcas e Os Trutas. “Faço minhas as palavras dele”.

Entre as recompensas do crowdfunding estão o livro anterior de Leandro, Heróis da guitarra brasileira (opa, escrito com o editor deste site) e dois livros da criadora da editora Garota FM, Chris Fuscaldo, Discobiografia legionária e Discobiografia mutante (sobre os discos de Legião Urbana e Mutantes, respectivamente). Saiba tudo aqui.

Cultura Pop

George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

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George Harrison (Reprodução YouTube)

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube

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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).

O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).

Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.

A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.

A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.

Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.

Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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